‧ Envio Grátis ‧ Receba em 4 dias úteis ‧ 30 Dias para Trocar ‧ 2 Anos de Garantia ‧

É uma pessoa supersticiosa?

Sabemos bem que há pessoas supersticiosas ou até mesmo muito supersticiosas, outras nem tanto, todavia, todas conhecem certamente  o ditado ”não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem".

A verdade é que a toda a hora ouvimos determinadas coisas que se fixam nos nossos hábitos e que raramente esquecemos ou eliminamos da nossa memória.

Pretendemos com isto dizer que, mesmo sem comprovação científica, serão poucas as pessoas isentas de uma crença sem fundamento lógico, como por exemplo, fazer figas para dar sorte ou bater três vezes na madeira para não trazer azar, o que no nosso entender significa que existe efectivamente um fenómeno que suplantou o domínio da razão e que se manifestou e disseminou nas sociedades mundiais através de presságios, crenças e preceitos culturais e religiosos.

Reputados antropólogos e outros estudiosos de culturas e comportamentos do ser humano nas comunidades antigas e recentes, afirmam que a superstição sempre existiu,  que sempre fez parte da natureza humana.

Por isso, segundo eles, a pessoa normalmente comporta-se em função do que vai vendo e ouvindo daqueles que com ela convivem, procurando desse modo compreender a natureza em seu redor, o que lhe dá uma sensação interior de segurança.

Estamos inteiramente de acordo, até porque, a nosso ver, é incrivelmente difícil saber em que se suporta a superstição, isso porque, as suas referências e contextos assentam em conjecturas e argumentações fundamentadas ao longo dos séculos em ilações injustificadas, por exemplo, acreditar que o número 13 é sinónimo de azar.

Como sabemos, o numero 13, tal como a sexta-feira, é considerado portador de má sorte, principalmente em alguns países ocidentais e, sempre que ambos  coincidem,  a grande maioria das populações acredita que algo de mal vai acontecer.

Atente-se a duas das muitas e diferentes teorias que cercam as sociedades de todo o mundo:

O deus nórdico Balder, organizou um banquete para 12 convidados no Valhala, considerada a morada dos deuses. Loki. o deus da trapaça e magia, que assume a forma que mais lhe convém, apareceu de surpresa e revoltado por não ter sido convidado para a festa instigou o seu irmão cego Hoder a atirar uma flecha para matar Balder, o que aconteceu.

Desde então, os cidadãos acreditam que 13 pessoas reunidas ou sentadas na mesma mesa trazem azar.

Na Antiga Roma o 12 era considerado um número exemplar e perfeito, pois, como é sabido, representava os deuses do Olimpo e as constelações (zodíaco), ao contrário do 13 que, para os romanos, desfazia as forças espirituais que agiam no indivíduo. 

Relativamente à sexta-feira, ela não era bem recebida pelo facto de ser o dia das execuções dos condenados à morte como aconteceu com Jesus Cristo, razão pela qual os romanos evitavam casar ou negociar nesse dia.

Portanto, constatamos que se é verdade que as dúvidas sobre as mais variadas situações que acontecem no dia-a-dia do ser humano permaneceram ao longo dos séculos, também é certo que as respostas variam de acordo com os ensinamentos, orientações e comportamentos que fazem parte do quotidiano de cada comunidade, apesar de se terem perdido com o tempo muitas das superstições geradas por hábitos passados, segundo dizem os especialistas.

Em suma, se nos fosse pedido para definir sinteticamente as superstições e/ou crendices como muitos lhe chamam, diríamos que são séculos de narrativas imaginárias, concepções e convicções que não só se cruzam com vista a uma explicação que a nosso ver nunca terá fundamento real, como apelam também à tolerância para com a forma de sentir e agir de uma determinada comunidade diante de acontecimentos e factos enigmáticos, praticamente impossíveis de serem entendidos.

Dito isto, percebamos melhor a sorte e o azar segundo as diversas superstições ou crendices populares, como vamos ver, na sua maioria comuns a grande parte das sociedades mundiais:

 Dá sorte

Ter em casa uma ferradura de um cavalo preto; pôr alecrim no lume durante a trovoada; bater três vezes na madeira; fazer figas; cruzar os dedos indicadores; encher um copo de vidro com sal grosso; encontrar um trevo de quatro folhas; entrar sempre com o pé direito; amuletos representados por pé de coelho,  Olho Turco,  anéis, pedras naturais, borboletas, moedas ou símbolos religiosos e místicos; ouvir o canto do cuco pela manhã; sentir a orelha esquerda quente; colocar uma vassoura ao contrário atrás da porta; queimar trapos velhos; vontade de coçar a palma da mão; beijar crucifixos e alianças.


Traz azar

Guardar velharias; número 13; sentir a orelha direita quente; relógios atrasados; abrir um guarda-chuva dentro de casa; 13 pessoas reunidas ou sentadas na mesma mesa; cruzar facas; entornar sal; louças e espelhos partidos; contar segredos perto de gatos; varrer os pés de uma pessoa; encontrar um gato preto de noite; vassouras estragadas e velhas; passar por baixo de uma escada; sexta-feira 13; ouvir o canto da coruja pela noite; o noivo ver a noiva antes da celebração do casamento, andar para trás; cobrir espelhos durante as tempestades; colocar uma mala de senhora no chão; assobiar à noite; virar um chinelo ao contrário; um cão a uivar.

Apesar de tudo isto, na nossa maneira de ver a superstição não só reforçou as relações sentimentais e emocionais entre pessoas e um passado longínquo à qual ela pertencia e onde hipoteticamente fazia mais sentido, mas também se tornou útil principalmente quando a pessoa não consegue controlar algo que deseja.

Imaginamos os milhões de cidadãos que procuram ansiosamente supostos feiticeiros e videntes, sacerdotes ou amuletos nas vésperas do casamento, do nascimento de um filho ou até mesmo de uma entrevista de emprego, mesmo sabendo que a sensação de conforto que isso lhes proporciona não lhes garante que tudo vai dar certo.

E com isto terminamos o nosso texto, com a certeza de que fizemos o nosso melhor para esclarecer os nossos leitores e clientes sobre uma das formas de expressão das sociedades, como é a superstição.