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Brincos nos bebés: sim ou não?

Furar as orelhas de um bebé, independentemente do sexo, é um acto inofensivo ou, pelo contrário, é um procedimento violento e violador dos seus direitos?

Pois é!

Continuam a existir muitas e variadas opiniões e preocupações sobre esta matéria, que consideramos ser muito sensível e que suscita desde logo uma questão muito pertinente: a decisão de furar as orelhas de bebés pertence aos pais?

Essa, como se deve compreender é uma decisão pessoal e individual de cada família, logo, seria irrelevante qualquer tipo de consideração que pudéssemos tecer.

Na verdade, o facto de muita gente admitir que esta prática é uma questão de estética ou até mesmo de bom gosto, está muito longe de ser consensual, até porque, não são poucas as pessoas que defendem que deve ser a criança a decidir quando crescer se quer ou não usar brincos, como também não são poucos aqueles que consideram imoral e desumano tal procedimento.

É sabido que, hoje, o brinco não é usado exclusivamente para diferenciar o sexo, por isso, segundo estudos recentes, há já muitos casais que compram os primeiros brincos depois de receberem a notícia de que o seu/sua bebé está para chegar.

No entanto, não podemos ignorar algo que tem um enorme peso nesta temática: as culturas diferentes, um dos factores que justificam a existência de pontos de vista muito divergentes relativamente à matéria em questão.

Pelo que vamos sabendo, a tendência para o aumento global da prática de furar as orelhas dos bebés é um facto indesmentível, apesar de se saber que há países que precisamente por questões meramente culturais não aceitam a sua implementação, como há outros que, por outro lado e pela mesma razão, furam as orelhas dos bebés logo após o seu nascimento.

Existem também diversos organismos intergovernamentais dedicados aos direitos das crianças que entendem que praticar um acto desta natureza é incorrer num erro gravíssimo, da mesma forma que alguns juristas de renome internacional sempre defenderam que estamos na presença de um acto ilícito que desrespeita o direito de escolha das crianças e viola o respeito pela sua integridade enquanto pessoas.

Brincos nos bebés: sim ou não?

Pode-se questionar se estes argumentos são, no mínimo, discutíveis?

Nós pensamos que são, por razões que se prendem com o facto de existirem outras formas de causar sofrimento físico que são consideradas ilegais, mas também porque seguramente não sabemos se as escolhas que fazemos pelos nossos filhos serão compatíveis com a sua personalidade adulta.

Como podemos calcular, furar as orelhas de bebés não é a mesma coisa que furar as orelhas de adultos, longe disso, por isso mesmo, quem decidir fazê-lo, a nosso ver, deve levar sempre em consideração os cuidados necessários e consequências, quiçá imprevisíveis, que o acto em si acarreta.

Pelo que vamos lendo e ouvindo há ainda muitas pessoas que, mesmo tendo passado pela mesma situação, ignoram o facto de estar cientificamente comprovado que a intensidade e a resistência da dor são subjectivas e variam de criança para criança, pois, como se sabe, há crianças que sentem dor ao mínimo toque, outras nem tanto.

Pode até parecer que estamos a defender uma ou outra posição e com isso a ferir susceptibilidades, mas não, como já é habitual, a nossa função é apenas partilhar informações e esclarecimentos com os nossos estimados leitores, sempre com base em estatísticas, textos e vídeos da autoria de pessoas altamente competentes, com habilitações e grandes conhecimentos sobre o tema em causa.

Vejamos então!

Cuidados a ter antes da colocação dos brincos

É necessário: agendar uma consulta com o Pediatra para avaliar a capacidade física da criança, o tempo certo para furar, onde furar e os riscos de infecção, mas também para ele indicar uma pomada para anestesiar o local durante um curto espaço de tempo e ainda para se comprometer a auxiliar no processo de recuperação;

Recolher informações sobre a competência e experiência do profissional que vai prestar o serviço e se ele tem por hábito respeitar as medidas de higiene exigidas para o efeito, como o teste à Covid-19, a desinfecção do local e das mãos e também o uso de máscara e luvas;

Averiguar se todo o equipamento usado para a perfuração está devidamente esterilizado;

Brincos

É necessário: procurar uma loja que lhe ofereça confiança e a melhor qualidade possível;

Os brincos devem ser escolhidos de acordo com a idade da criança, o mais pequenos e simples possíveis e feitos de materiais que tendam a causar menos alergias ou riscos de infecção, como são, por exemplo, o ouro e o aço.


Cuidados a ter depois da colocação dos brincos

É necessário: atenção redobrada por haver sempre a probabilidade de a criança engolir os brincos, de maneira acidental;

Lavar e desinfectar muito bem as mãos antes de tocar nas orelhas e brincos da criança;

Limpar a zona da “operação” no mínimo duas vezes por dia e desinfectar com álcool ou com um produto antisséptico à frente e atrás, para prevenir a propagação de bactérias;

Segurar a parte da frente do brinco com muito cuidado e rodá-la muito delicadamente para evitar que cole à orelha da criança. Este procedimento deve ser realizado duas vezes por dia, durante o primeiro mês;

Ter um cuidado muito especial sempre que secar e vestir a criança, para que as fibras da toalha e da roupa não se prendam aos brincos;

Não trocar de brincos nem tocar no fecho enquanto a ferida não estiver bem seca e cicatrizada;

Se as orelhas da criança apresentarem uma cor avermelhada ou com pus, ou se a criança sentir coceira ou dor, não se deve de modo algum retirar os brincos mas sim pedir imediatamente auxílio médico!